Em 2014, o PBOC criou um conselho consultivo que tem como principal mandato - estudar as implicações da moeda digital no sistema económico chinês.
No início de 2015, o banco focou a sua atenção num conjunto de áreas específicas, nomeadamente: questões jurídicas, a distribuição, a estrutura subjacente e tecnológica, e a emissão inicial.
O último seminário deu á equipa de investigação a oportunidade de apresentar as suas conclusões. O resultado? Que o PBOC quer emitir sua própria moeda digital com o objectivo alargado de substituir o actual Yuan.
O PBOC justifica esta decisão com uma diversidade de razões.
-Primeiro, irá eliminar o custo da circulação fiduciária. Exactamente o que este custo representa não é conhecido -a China é notoriamente cautelosa com a divulgação deste tipo de números - mas para ter uma ideia, podemos comparar com o custo equivalente nos EUA, que ascende a 500 milhões de Dólares por ano para as moedas e pouco mais de 800 milhões para as notas de papel.
-Em segundo lugar, e assumindo uma aplicação eficaz, pode eliminar totalmente a lavagem de dinheiro, evasão fiscal e falsificação.
-Finalmente, irá promover a eficiência de liquidação e, por sua vez, reduzir o custo para todas as partes envolvidas em qualquer transacção.
O PBOC encarregou a equipa de investigação de conceber um plano que inclua design, implementação e manutenção. Em suma, o banco decidiu que é economicamente viável, e agora está a planear avançar com a execução.