Na semana passada, a Association for Computing Machinery premiou  Whitfield Diffie e Martin E. Hellman como o prémio  Turing  2015.

Eles foram distinguidos com este prestigiado prémio pelo seu trabalho na  criptografia de chave pública e assinaturas digitais. Os dois cientistas da computação deram ao mundo a capacidade de utilizar software criptografado para  comunicar de forma privada e permitir formas  de verificar a identidade digital de uma pessoa. o  protocolo da Bitcoin desenvolvido por  Satoshi Nakamoto também utiliza conceitos de Diffie e Hellman e é uma base importante nas operações de rede

Num mundo onde a vigilância  constante  dos cidadãos pelo  Estado  parece ter-se tornado a norma, talvez não  seja de admirar que os sistemas com o objectivo de descentralizar os serviços e manter a privacidade se tornaram alvos.


Um relatório, patrocinado pelo governo dos EUA, o influente RAND , pinta um quadro sombrio para o futuro do Bitcoin e outras tecnologias baseadas no  blockchain e na criptografia.

Hillary Clinton, no que apelidou de "Manhattan-like Project ", pretende quebrar a criptografia que protege as mensagens dos utilizadores de serviços como iMessage e similares.

O Projeto Manhattan consistiu num esforço de investigação concentrada ultra-secreta que resultou no desenvolvimento de armas nucleares durante a Segunda Guerra Mundial.

A Apple apresentou a sua oposição à "lei de vigilância" que está a ser proposta no Reino Unido, afirmando que ameaças à segurança nacional não justificam o enfraquecimento da  privacidade, e pode colocar em risco os dados de centenas de milhões de utilizadores.

A polícia francesa está a preparar-se para propôr novas leis que proíbem o uso de serviços de acesso sem fio  gratuitos e browsers anónimos, como a rede Tor.

As propostas constam de um documento interno visto pelo jornal francês Le Monde e poderiam ser promulgadas em dois projectos de lei - um no estado de emergência e outra relativa à luta contra o terrorismo em geral.

Este documento enumera todas as medidas de segurança administrativas que a polícia quer ver incorporados em  2016.

 

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