A experiencia é a concretização do sonho dos entusiastas do blockchain que pretendem utilizar a tecnologia para a gestão de títulos de terra. Enquanto nos Estados Unidos e na Europa Ocidental, é comum ter título legal de propriedade, em muitas outras zonas do globo , as pessoas não têm título legal para seus activos. De Soto, presidente do "think tank" com sede em Lima, o Instituto para a Liberdade e Democracia, estima que o valor deste "capital morto" totalize 20 triliões de Dólares.
Este projecto sinaliza uma mudança de foco na BitFury que até agora, se dedicou principalmente a a minar BTC.
Na cerimónia de assinatura, os parceiros vão assinar um memorando de entendimento no Parque Tecnológico da Geórgia, um terreno na República da Geórgia que BitFury adquiriu para criar uma zona de tecnologia especial que também aloja um dos seus centros de dados .
"Estamos a lançar o projecto Registo de direitos de propriedade para os cidadãos da Geórgia de forma a que possam registar uma propriedade no blockchain", afirmou Valery Vavilov, director executivo da BitFury.
"Porquê o blockchain? Porque vai ajudar a fazer três coisas importantes ", segundo Vavilov: "Em primeiro lugar, ele irá adicionar segurança aos dados de modo que os mesmos não possam ser corrompidos. Em segundo lugar, ao ligar o registo com o blockchain, o auditor público vai também fazer a auditoria em tempo real. Assim, o auditor irá auditar o registo não uma vez por ano, mas a cada 10 minutos [por exemplo]. Em terceiro lugar, vamos reduzir o atrito e o custo do registo de direitos de propriedade, porque as pessoas podem fazer isso no futuro usando seus telefones inteligentes. O Blockchain vai ser utilizado como um serviço notário. "
