Apple, Google, Microsoft entre outras rejeitam backdoors para acesso a dispositivos moveis

Um grupo de empresas tecnológicas Norte Americanas afirmou na passada quinta-feira rejeitar os apelos para dar ás autoridades policiais chaves de acesso para contornar a tecnologia de encryptação nos dispositivos moveis , esta foi a primeira declaração desde os ataques da semana passada em Paris.

Enfraquecer a criptografia para ajudar o governo a vigiar as comunicações eletrónicas em nome da segurança "simplesmente não faz sentido", disse o Conselho de Tecnologia da Indústria de Informação num comunicado divulgado à Reuters.

"Depois de uma tragédia horrível como os ataques de Paris, nós naturalmente iremos procurar soluções: enfraquecer a criptografia não é uma delas", disse Dean Garfield, presidente da organização com sede em Washington, que representa Apple (AAPL.O), Google (GOOGL.O ), Microsoft (MSFT.O) e dezenas de outras empresas de tecnologia.

Os ataques de Paris na sexta-feira mataram 129 pessoas e feriu centenas de outras reividicado pelo Estado Islâmico.

Alguns funcionários dos serviços de  inteligência dos EUA e politicos aproveitaram o ataque para reacender o debate sobre se as empresas de tecnologia devem cooperar com as autoridades através da construção de "backdoors" nos sistemas de encryptação de dispositivos e outras plataformas.

As autoridades governamentais afirmam que a crescente prevalência de e-mail e de mensagens encriptadas nas plataformas como o iMessage ou WhatsApp, tornam dificl a sua capacidade de vigiar suspeitos de crimes e evitar futuros planos de ataques terroristas.

Apesar de inicialmente ter sido afirmado que os atacantes de Paris  utilizaram mensagens codificadas para orquestrar o ataque, tal nunca foi demonstrado A recuperação de telefone movel pelas autoridades francesas no local dos ataques que se acredita estar ligado a um dos suspeitos foi encontrado com uma mensagem de texto sem criptografia, de acordo com a imprensa  francesa.

No mês passado, a Casa Branca desistiu do esforço para pressionar as empresas de tecnologia e o Congresso Norte Americano para permitir que agentes da autoridade e dos serviços de inteligencia tivesse acesso via "backdoor" as mensagens encryptadas. A idéia voltou a estar em cima da mesa na sequência de Paris, mas assessores do Congresso dizem que a legislação federal sobre a questão permanece improvável.

Os defensores da privacidade, empresas de tecnologia e investigadores de segurança dizem que a utilização de backdoors exporia dados para hackers mal-intencionados.

"A criptografia é uma ferramenta de segurança da qual   dependemos  todos os dias para parar os criminosos de aceder as nossas contas bancárias, para proteger os  nossos carros e aviões de ser tomado por hacks maliciosos," disse Garfield .

"Nós apreciamos profundamente o trabalho dos agentes de segurança e da comunidade de segurança nacional para nos proteger, mas enfraquecendo a  criptografia ou a criação de backdoors para dispositivos criptografados  para utilização pelos "bons da fita" seria realmente criar vulnerabilidades a serem exploradas pelos "maus da fita".

 

 

Fonte Reuters

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