ING: estudo do Blockchain para todas as nossas áreas de negócios

 

Segundo Mark Buitenhek, director global da área de transacções no grupo financeiro holandês ING, o estudo das aplicações da tecnologia blockchain representa "um grande esforço".

Numa entrevista à publicação CoinDesk, Buitenhek afirmou que o banco com sede em Amsterdão está a fazer um grade esforço numa iniciativa de grande alcance para explorar a tecnologia blockchain. Este objectivo é partilhado com um grupo internacional de bancos e também com a realização de testes in-house, através de vários departamentos.

O ING inclui-se num grupo de cinco bancos que, em Novembro,  anunciaram um consórcio bancário internacional liderada pela startup R3 CEV.

De acordo com Buitenhek, o banco vê o potencial para aplicações blockchain, numa variedade de contextos bancários e financeiros, incluindo negociação de valores mobiliários e quitação, transaccões internas, e-identidade e também como backbone para dispositivos.

"Nós vemos o potencial do blockchain, contudo, não sabemos se de facto terá sucesso. No entanto, se de facto funcionar, será em grande! É por isso que , investimos tempo, esforço e dinheiro".

Buitenhek diz que uma das forças motrizes nos bastidores do banco para explorar a Bitcoin é o blockchain, bem como o que lhe está subjacente, e são os colaboradores do próprio ING, pelo  facto de um grande número dos seus funcionários já terem experimentado a tecnologia a nível individual.

"Há dois anos atrás começamos a olhar para esta tecnologia e descobrimos que mais de 100 colaboradores da área de TI  'brincavam' com aplicações de blockchain, incluindo a Biitcoin".

Como parte de um grupo de mais de 30 bancos que trabalham em conjunto, o ING afirma que está  fortemente comprometido no apoio do esforço R3 e espera que a maior parte do trabalho pesado seja feito durante o próximo ano.

Os primeiros esforços apontam no bom sentido. Numa recente entrevista ao director da Sydney Morning Herald, o director de pesquisa da R3 e autor, Tim Swanson, sugeriu que um distributed ledger que ligue os membros do consórcio poderia estar prestes a estar a ficar activo.

Apesar das promessas do blockchain, Buitenhek sugeriu que o resultado de exploração da tecnologia do ING depende de se conseguir identificar que problemas, de facto, pode resolver.

"Nós precisamos de olhar para os nossos problemas e ver se o blockchain é uma solução e não o contrário. E essa é uma das áreas em que estamos focados, é ter certeza de que o nosso pessoal não produz uma aplicação fantástica, mas que realmente não resolve problema algum".

 

Fonte | Tradução jornalbitcoin.pt

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