Segundo o especialista Alemão Karsten Nohl dos laboratórios de pesquisa de segurança em Berlim "Os Ataques anteriores visavam explorar bugs de software, como os que normalmente temos nos nossos computadores de casa. Estes bugs podem ser corrigidos com uma atualização de software. Agora, o que nós estacamos foi o próprio protocolo. Os dispositivos que funcionam exatamente como pretendido estão vulneráveis. Portanto, este é um risco que não pode ser facilmente corrigido com um patch de software ".
"Todo o sistema terá de ser revisto" afirma Karsten Nohl
Para consumar o ataque basta simplesmente que o hacker esteja ligado na mesma rede sem fios que o terminal POS
"As empresas responsáveis por essas vulnerabilidades de segurança, incluindo os bancos - que certamente conhecem o problema, estão relutantes em agir. Estas empresas adoptaram uma postura passiva face ao problema afirmando que - "a fraude não esta a acontecer", mas é apenas uma questão de tempo.
Não são apenas os milhares de milhões de clientes que estão em risco, são também as lojas, uma vez que podem ser feitas restituições por pagamentos que nunca aconteceram.
"A segurança do número PIN não é tão alta como se quer acreditar, portanto, todo sistema baseado em PIN é menos seguro do que se pensava anteriormente", acrescenta Nohl.
Para alem de roubar o dinheiro ,o haker pode também clonar o cartão, segundo afirma o especialista em segurança Fabian Braunlein, o que pode trazer transtornos adicionais , se o cartão clonado for usado para aquisições de bens ilegais como drogas, armas, pedofilia . Neste caso o legitimo proprietário do cartão poderá ter de explicar as autoridades essas compras e demonstrar a sua inocência, o que se pode revelar tarefa difícil.
A superior tecnologia da bitcoin, em que a chave privada usada para transferir fundos nunca sai do equipamento usado para fazer o pagamento, permite-lhe estar um passo a frente em termos de segurança nas transacções comercias.
