Entre os serviços suspensos estão a liquidação das posições à vista para os clientes e outros serviços relacionados com transacções transfronteiriças.
Segundo as fontes, que falaram apenas sob a condição de que os bancos não serão nomeados, afirmaram que os avisos enviados para os bancos estrangeiros pelo Banco do Povo da China (PBOC) não aponta nenhuma razão para a suspensão.
As fontes especulam que estes bancos podem ter sido o alvo devido à grande dimensão dos seus negócios transfronteiriços.
Um executivo de um banco estrangeiro afirmou mesmo que : "Isso faz parte do expediente do PBOC para estabilizar a taxa de câmbio do yuan".
A China tem tomado uma série de medidas para manter o yuan estável, desde que desvalorizou a moeda em Agosto passado.
O mais recente movimento vem apenas três meses após o PBOC ter ordenado aos bancos que controlem de perto operações de câmbio dos clientes para evitar a arbitragem ilícita de divisas , que tira partido das diferentes taxas de câmbio do yuan dentro e fora da China.
O spread tem vindo a crescer desde a desvalorização Agosto, o que torna cada vez mais difícil ao banco gerir a moeda e evitar a saída de capital da sua economia que esta em plena desaceleração.
O yuan tem estado sob pressão renovada desde o final de Novembro, cresce a especulações de que Pequim irá permitir mais depreciação após o Fundo Monetário Internacional ter anunciado a admissão da moeda ao conjunto das moedas de reserva.
Os yuan onshore negociados em Xangai perderam 1,44 por cento do seu valor desde o final de Novembro, e bateu repetidamente os minimos dos ultimos quatro anos e meio.
Este cenário poderá ser uma das causas da subida do preço da bitcoin desde Novembro passado, de facto o mercado chinês de bitcoin é o maior do mundo e permite aos utilizadores evitar os controlos de capitais impostos pelo PBOC.
