A Suíça é o maior centro de riqueza offshore do mundo, com uma estimativa de 2 200 000 000 000 (2.2 triliões) em activos.
A luta para abrir o infame sistema bancário suíço para forma a avaliar a evasão fiscal e os fundos de origem ilícita tem sido cada vez maior ao longo dos últimos anos. De facto já estão em vigor acordos bilaterais con vista á cobrança de impostos com Reino Unido e a Áustria.
Este acordo fiscal, foi concretizado pela OCDE e inclui todos os membro do G20 e a maioria dos Estados europeus. Com a assinatura desta convenção, o governo suíço pode agora pedir grandes bancos privados como o UBS AG, Julius Baer, e Credit Suisse Group AG a divulgação de informações sobre os seus clientes a auditores quer suiços quer internacionais.
A resistência por parte dos banqueiros suíços tem sido grande, Patrick Odier presidente da Swiss Bankers Associated, não acredita que esta divulgação automática de informações esteja em conformidade com as normas internacionais.
Alguns passos para a transparência bancária tinham sido já tentados anteriormente, embora sem sucesso . Há uns meses, o parlamento suíço recusou-se a discutir um projeto de lei que iria alterar a legislação por forma a estar de acordo com a US Foreign Tax Compliance Act , que preconiza a troca bilateral de informação de clientes com os EUA.
Sob intensa pressão dos Estados Unidos, Alemanha e França, os bancos foram levados a assinar a convenção, com muitos políticos acolher esta mudança, Stefan Fluckiger, o embaixador da Suíça para a OCDE mencionou "A assinatura da Convenção confirma o compromisso da Suíça para a luta global contra a fraude fiscal". O acordo ainda precisa ser ratificado no Parlamento.
O fim do sigilo bancário na Suíça, acaba por ser uma boa noticia para a bitcoin, uma vez que esta permite um elevado nível de sigilo .
