A startup SETL Development Limited, que desenvolve tecnologia baseada no Blockchain, nomeou o ex-director executivo do Banco de Inglaterra, Sir David Walker, como Presidente.
Sir David Walker é um veterano dos mercados financeiros, mas foi também presidente do Barclays e do Morgan Stanley International and the Securities and Investment.
Swift, a plataforma de comunicação que interliga milhares de bancos, introduziu melhorias na área de pagamentos transfronteiriços tornando os mesmos mais rápidos e mais transparentes, numa possível estratégia para a integração com novas tecnologias, como a utilização de blockchains.
Wim Raymaekers (Swift) afirma que a iniciativa irá permitir a disponibilização de fundos no mesmo dia, rastreabilidade de pagamentos do prinicípio ate ao fim, e deverá ser implementada no início de 2016, o que em termos de banca é igual à 'velocidade da luz'.
Segundo Mark Buitenhek, director global da área de transacções no grupo financeiro holandês ING, o estudo das aplicações da tecnologia blockchain representa "um grande esforço".
Numa entrevista à publicação CoinDesk, Buitenhek afirmou que o banco com sede em Amsterdão está a fazer um grade esforço numa iniciativa de grande alcance para explorar a tecnologia blockchain. Este objectivo é partilhado com um grupo internacional de bancos e também com a realização de testes in-house, através de vários departamentos.
O Sberbank, maior banco da Rússia pode vir a adotar a tecnologia blockchain. O banco planeia aderir ao consórcio internacional R3 e desenvolver serviços sobre blockchain. Contudo , como no caso de outros grandes bancos internacionais, não pretende adotar a bitcoin, mas sim a utilização de blockchain privados.
Segundo afirmou Lev Khasis, vice-presidente do banco russo ao jornal Kommersan "Nós cooperamos com o consórcio com muita proximidade, e assistimos com interesse o rumo da tecnologia blockchain. Estamos a estudar a documentação e não posso descartar a hipotese de entrar no mesmo . embora não exista ainda nenhuma decisão final ".
A 'máquina' de minar Bitcoin atingiu os 700 PetaHash por segundo.
O HashRate é uma estimativa do número de chaves que são testadas por segundo, com o objectivo de encontrar a chave certa que valida um bloco de Bitcoin.
700 PetaHash são 700 000 000 000 000 000 chaves testadas por segundo. Por forma a se ter uma dimensão aproximada da grandiosidade deste número, podemos usar como medida de comparação um processador Intel Core i3 530.
Este processador dedicado a minar Bitcoin conseguiria testar 8 300 000 chaves por segundo e, desta forma, podemos estimar que a rede Bitcoin equivale a 84,337,349,397 (84 biliões 337 milhões 349 mil 397 CPUs) computadores equipados com este CPU.
De acordo com várias fontes próximas à Overstock, a Securities and Exchange Commission (SEC) aprovou o formulário 'S-3' para a cadeia de vendas online Overstock.com (NASDAQ: OSTK), para poder emitir novas acções de capital da empresa no blockchain da Bitcoin.
Um porta-voz da Overstock disse que a empresa vai fazer uma declaração formal nas próximas 48 horas.
O formulário 'S-3' é um pedido de autorização para poder efectuar o registo de valores mobiliários, que permite às empresas usufruir de um processo simplificado para a sua emissão, mas negociados publicamente.
Bitcoin, cadeia de blocos e implicações sociais: uma restruturação global?
Quando uma tecnologia é suficientemente inovadora é muito provável que acabe por se impôr. A históra está cheia de exemplos que acompanham esta ideia. Tal como na guerra das correntes eléctricas, em que apesar de inicialmente ter sido adoptada como padrão a corrente contínua (1) para a distribuição de electricidade nos USA, a corrente alternada (2) acabou por se impôr. O mesmo tem acontecido com outras tecnologias, em que a sociedade em geral dá como um dado adquirido a sua viabilidade máxima e incontornável até que outra surge e as torna obsoletas. À medida que a tecnologia avança, estes casos são cada vez mais comuns. A título de exemplo, mencionamos a fotografia digital que potenciou a falência da kodak, algo totalmente impensável há poucos anos atrás; ou a internet e o 'vídeo on demand' fornecido pelos operadores de televisão por cabo que esteve na origem do desaparecimento, em poucos anos, dos vídeo-clube. São inúmeros os casos desta natureza que poderíamos aqui elencar.
O Deutsche Bank acredita que a tecnologia blockchain vai ser generalizada ao longo dos próximos dez anos.
Os comentários vêm após o gigante bancário alemão ter realizado testes com base no blockchain que incidiu sobre títulos programáveis. De acordo com o banco, dos testes resultaram respostas convincentes, bem como novas questões que irão divulgar em futuras incursões nesta nova tecnologia.
Os testes recentes do Deutsche Bank focados em títulos programáveis vêm no seguimento da pretensão da instituição em querer explorar o conceito de "the smart contract front to back lifecycle concept", segundo o porta-voz do banco.
Este processo envolveu investigações simultâneas em diferentes abordagens na utilização da tecnologia blockchain.
O Deutsche Bank começou a investigar aplicações blockchain no ano passado, tendo mais tarde passado a fazer parte de um consórcio de bancos que em conjunto exploram a tecnologia. Um dos resultados mais importantes deste processo, afirmou o banco à publicação CoinDesk, é que a tecnologia "vai alterar o modelo de negócio de muitas empresas financeiras" e, provavelmente, vai ter muitas interacções diferentes.
"Haverá muitas aplicações 'blockchains permissioned' e será importante existir forma de serem compatíveis entre elas", segundo o banco que espera ver exemplos de produtos à escala comercial envolvendo a blockchain atingir o mercado nos próximos dois anos.
2015 tem sido um ano de grande envolvência das instituições financeiras tradicionais nas novas tecnologias baseadas no blockchain.
Surgem notícias quase diariamente sobre novos projectos e novas ideias para a utilização do blockchain ou da Bitcoin por parte destas instituições.
Fonte | Tradução por jornalbitcoin.pt