O relatório, divulgado pelo Escritório do Inspector Geral do Serviço Postal (OIG) , sugere que o serviço deve considerar a tecnologia para reforçar as cadeias de fornecimento, criar redes de dispositivos conectados ou mesmo emitir sua própria moeda digital.
O relatório foi publicado hoje , e aponta para que a curto prazo, o governo deva dedicar recursos para a estudar casos onde estas aplicações possam ser utilizadas, argumentando que "ao começar a a experimentar casos possíveis onde as aplicações podem beneficiar as operações postais e os clientes".
Segundo o autor do relatório :
"O Serviço Postal poderia beneficiar da tecnologia blockchain no curto prazo através do estudo da tecnologia e, possivelmente, experimentar com soluções baseadas no blockchain para serviços financeiros. O Serviço Postal já oferece alguns serviços financeiros, incluindo ordens de pagamento e transferências internacionais de dinheiro, onde o blockchain poderia ser um instrumento que permita, que o Serviço Postal ofereça esses serviços de forma mais eficiente. "
Uma das recomendações é a criação de uma criptomoeda para o serviço postal em si.
A criptomoeda, apelidada de "Postcoin", foi inicialmente proposta num artigo de 2015 pela consultora com sede na Suíça Swiss Economics. A Swiss Economics mais tarde foi contratada pelo OIG como parte de sua investigação.
De acordo com o relatório da OIG, a "Postcoin" poderia ajudar o serviço a aliviar os problemas de transferência de dinheiro globais. Além disso, os autores do relatório especulam que uma criptomoeda "in-house" tornaria mais fácil para os vários escritórios postais realizar transações com o outros diretamente evitando intemediários.
O relatório sugere que o Serviço Postal poderia usar um blockchain público, como o da bitcoin para esta aplicação.
Dentro das possíveis vias de implementação exploradas, a solução pode passar por compra de tokens para um blockchain existente e usar uma forma de marca d'água para indicar quais são Postcoins, ou , em alternativa, o Serviço Postal poderia inicializar um blockchain totalmente novo.
"Uma opção é " comprar " moedas de um blockchain publico existente. O operador postal teria primeiro de adquirir algumas moedas. Uma vez que o posto já possui as moedas, pode adicionar uma camada adicional de informações para cada moeda, ou fracção da mesma, para marcá-la como representando um activo específico e distinto - neste caso, uma Postcoin ", explica o relatório.
A principal justificação para esta opção seria o facto do Serviço Postal efectivamente herdar a infra-estrutura de "mining" já existente que coletivamente processariam e validariam as transacções na blockchain.
"A vantagem de comprar moedas de uma plataforma já existente e já amplamente utilizado é que o posto não tem que pagar a factura dos custos para manter o sistema de validação ou para proteger a rede de pagamento", afirma o relatório.
